Afinal, por onde começar?
Prezados, partindo do objetivo da SECIS, expresso na mensagem de seu secretário, a saber: universalizar os avanços da ciência e tecnologia e ampliar a capacidade do poder local e das comunidades em produzir e difundir Conhecimentos, acredito que seja extremamente pertinente a discussão em torno da construção de políticas de inclusão digital que ultrapassem a concepção de inclusão digital enquanto acesso.
Não se pode questionar a importância do acesso, entretanto, parece claro que é preciso muito mais do que isto a fim de que, de fato, o potencial das tecnologias digitais e de rede possam fomentar o exercício da cidadania em uma sociedade que, queiramos ou não, é global.
Dentre um dos elementos que acredito fundamentais e estratégicos para este processo de inclusão social pela inclusão digital (*), refere-se à Educação. Em um momento histórico em que se vive um processo de informatização e conexão em massa dos espaços escolares, somado ao fato de que o acesso domiciliar ainda é extremamente baixo, parece urgente que as escolas assumam seu papel de espaços de inclusão digital. No rabo deste cometa, a discussão da formação de professores também se coloca como urgente. Bem, deixo aqui sistematizadas as três linhas de discussão que proponho:
1) a necessidade de aperfeiçoamento e complexificação do conceito de inclusão digital para adequação e direcionamento das políticas públicas na área
2) a escola como espaço legítimo de inclusão digital
3) o processo de formação docente como elemento determinante de uma apropriação diferenciada das tecnologias.
(*) Outra discussão pode se dar em torno do fato de que a inclusão digital parece rumar para ser elemento determinante de inclusão social.
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